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Urandir e a Paranormalidade em sua adolescência


A paranormalidade da pessoa causa efeitos por sua mente, intuída com a força da energia mental, fora dos limites da experiência normal ou dos fenómenos explicáveis cientificamente.O poder da mente vem sendo muito pesquisado. Quando usado com equilíbrio, é fonte de segurança, de sentido existencial profundo e de auto-imagem magnetizante. A mente se compara a uma floresta virgem: domina-a quem nela se embrenha.Desde pequeno, Urandir se embrenhou na floresta da mente, conseguindo dominar os próprios caminhos.
A energia aliada à mente
Em 1966, quando surgiu a televisão com imagens em preto e branco, sua cidade natal exibiu o primeiro aparelho em praça pública. Fascinado pelo novo invento, Urandir fez-se presente ao ato. Urandir Ficava irritado quando o monitor trocava de canal a seu bel-prazer, pois desejava assistir ao programa até ao seu final. O que fez?Não suportando o troca-troca de canais, o pré-adoles-cente Urandir pôs sua mente em ação e evitou que o aparelho sintonizasse outro canal.Aconteceu que, a partir daí, Urandir interferiria também no televisor do pai. E começou a interferir também em outros aparelhos eletrônicos e a fazer alterações substanciais em certos objetos.Na fase da pré-adolescência, a energia da pessoa se potencializa e, aliada à força mental, pode operar coisas extraordinárias, descortinando-se nela a força criadora do Cosmos.Certo dia, aos treze anos, enquanto estava almoçando, Urandir percebeu que seu garfo havia entortado e ferido seus lábios. Inconformado, jogou-o no chão, xingando a mãe, culpando-a. Ato contínuo, ajuntando o garfo, este continuou a vergar-se mais e mais, até quebrar. Isto aconteceu no exato momento em que Uri Gueller apareceu num programa de televisão entortando um garfo. Estava em ação a força do pensamento positivo, atuando sobre o talher.Maravilhado, surgiu na ideia do irritadiço menino uma luz que o fez exclamar de satisfação: Ah! É isso que eu faço!...Foi o momento em que tudo se tornou claro para Urandir. Associando os fatos, entendeu que, por meio do pensamento positivo, poderia manipular a matéria e interagir com o de outrem -algo fora do normal. Tudo se lhe tornou mais fácil. Durante cerca de dois anos, persistiu em apostar com pessoas que costumavam rodeá-lo. Sempre levava vantagem, mesmo sem usar a técnica da prestidigitação.
A energia mental na prática
Na pré-adolescência, Urandir conseguia manipular a própria energia com facilidade. Tinha a convicção de que o potencial energético que a mente lhe proporcionava lhe era muito útil financeiramente, além de prazeroso. Firme no propósito, Urandir usou o valioso potencial direcionado tão-somente para coisas positivas.Sua vida na escola mudou. De forma intuitiva, Urandir começou a orientar os colegas de classe. Dizia, por exemplo, a um e a outro:Fale isso e aquilo para sua mãe. Ela vai lhe dar o que você quer. Ou ainda:Não faça isso ou aquilo com seus pais.Urandir era bem aceito, tanto isto é verdade que sua conduta lhe valeu o apelido de Santo - até hoje, os familiares chamam-no assim. Tudo o que dizia acabava acontecendo favoravelmente.A mente pode ser usada em favor do outro: é como ajudá-lo a usar uma fonte de benefícios que está dentro dele.
Influência do plano religioso
O modo de viver do ser humano sempre esteve ligado à religiosidade.Conquanto o indivíduo seja o que decide ser e não o que impõem coisas evanescentes, tais como siglas, dogmas e doutrinas, dificilmente ele não mistura religião com profissão - o que é bom augúrio.Naquela época, como ainda hoje, o plano religioso exercia influência quase decisiva sobre o espírito das pessoas. As desavenças internas e externas, nas diversas crenças, estavam menos deflagradas.Por índole, as pessoas interioranas são bastante religiosas.Urandir residia no interior de São Paulo (SP) - razão por que o seu apelido de Santo ganhava sentido com essa condição.Determinada crença religiosa, sobretudo quando provinda de berço, é um traço característico que marca muito os humanos. A propensão para certo tipo de fé parece estar embutida neles como parte de sua existência. O arraigamento da crença de foro íntimo -, com poder quase de mando, é tão complexo e inexplicável talvez - como o modo de amar e de rir.Dona Francisca conhecia uma senhora (feiticeira ou macumbeira), tida e havida como bruxa. Com relativo acerto, predizia os acontecimentos. Ela havia perdido um filho. E, ao conhecer o pequenino Urandir, exclamou com sentimento de profunda saudade:Ah!... Ele se parece com o anjinho que eu tenho na parede!Os dias iam passando e, a cada referência ao pequenino, chamava-o de Santinho.Adulto, ao Urandir narrar o fato, declara com modéstia: Não é que eu fosse um anjo, não. O carinho dela por mim levou-a a chamar-me assim.